Pesquisador da UNIB estuda novas ferramentas para avaliar a fadiga e a recuperação em futebolistas

25 de Setembro de 2026
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O Dr. Álvaro Velarde Sotres, investigador da Universidad Internacional Iberoamericana (Universidade Internacional Ibero-americana, UNIB), participa num estudo internacional sobre a utilização da termografia infravermelha para avaliar a fadiga, os fatores de risco de lesão e a recuperação em futebolistas.

O estudo foi publicado na revista Frontiers in Physiology, uma conceituada revista científica internacional classificada no quartil Q1 da categoria de fisiologia. A investigação analisa a utilização da termografia infravermelha, uma tecnologia que permite observar à distância a temperatura da superfície corporal. O objetivo foi determinar até que ponto esta ferramenta pode ajudar a identificar sinais de fadiga, detetar diferenças entre diferentes zonas musculares e acompanhar a recuperação dos jogadores.

A fadiga, um desafio para os futebolistas

O futebol profissional exige cada vez mais dos desportistas. Os calendários podem concentrar vários jogos em poucos dias, deixando pouco tempo para o corpo recuperar. Esta situação pode provocar uma acumulação de fadiga que afeta o desempenho e aumenta o risco de lesões.

Após um jogo, os músculos precisam de tempo para recuperar o seu estado normal. Por isso, saber como o corpo responde ao esforço pode ajudar as equipas desportivas a decidir quando aumentar ou reduzir a intensidade dos treinos e quais as estratégias de recuperação mais adequadas para cada jogador.

O período pós-competição é especialmente importante. Durante as primeiras 72 horas após um jogo, podem persistir alguns efeitos do esforço, pelo que dispor de ferramentas que permitam acompanhar a recuperação pode ajudar a prevenir problemas antes que estes surjam.

Tecnologia para conhecer o estado do desportista

Para controlar o esforço e a recuperação, são utilizadas diferentes tecnologias, como dispositivos GPS e acelerómetros, que permitem conhecer as distâncias percorridas e as variações de velocidade durante um jogo. Outras ferramentas permitem analisar o movimento durante os saltos ou compreender como os músculos respondem.

No entanto, existe um interesse em encontrar métodos rápidos, simples e que possam ser utilizados repetidamente sem afetar a atividade do desportista. Neste contexto, a termografia infravermelha oferece uma alternativa não invasiva e rápida. Através de câmaras especiais, esta tecnologia regista a temperatura da pele, cujas alterações podem fornecer informações sobre a resposta do organismo ao exercício.

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Três possíveis aplicações no futebol

Este estudo analisou a evidência disponível em futebolistas. Os resultados mostram que a termografia infravermelha pode ser útil para obter informações sobre o estado físico dos futebolistas em diferentes momentos.

A primeira é a avaliação da fadiga, através das alterações de temperatura que podem ocorrer após treinos e jogos. Observar estas alterações pode ajudar a compreender como a musculatura respondeu ao exercício.

A segunda é a identificação de possíveis sinais de risco de lesão. As diferenças de temperatura entre ambos os lados do corpo ou entre diferentes zonas musculares podem ajudar a detetar sobrecargas ou uma recuperação insuficiente.

A terceira diz respeito ao acompanhamento da recuperação. As medições realizadas durante as horas e dias seguintes ao esforço permitem observar a evolução da temperatura e o seu regresso progressivo aos valores habituais.

Rumo a uma recuperação mais personalizada

Os estudos analisados utilizaram diferentes condições de medição, zonas corporais e equipamentos, pelo que o estudo considera necessário estabelecer protocolos mais uniformes. Apesar destas diferenças, os resultados mostram que a termografia pode detetar alterações na temperatura da pele relacionadas com o esforço e a recuperação.

Além disso, sugere-se que as diferenças térmicas que se mantêm fora dos valores habituais podem servir como um sinal para rever a carga de treino e avaliar com maior detalhe o estado do desportista.

A técnica não substitui outras ferramentas nem a avaliação dos profissionais, mas pode complementar a informação obtida através de outros métodos.

Se quiser saber mais sobre este estudo, clique aqui.

Para ler mais investigações, consulte o repositório da UNIB.

Para os profissionais interessados em aprofundar-se nesta área, a UNIB oferece o Mestrado em Atividade Física: Treino e Gestão Desportiva. Este programa aborda aspetos relacionados com a avaliação do desportista, o controlo das cargas de treino, o planeamento e a aplicação de estratégias orientadas para melhorar o desempenho e promover a prevenção de lesões. Além disso, os interessados podem obter uma bolsa de estudo para frequentar este mestrado através da Fundação Universitária Ibero-americana (FUNIBER). Solicite mais informações através deste link.